São estas coisinhas que começam a definir o sítio: os cheiros, as atitudes das pessoas, o trânsito caótico. Por opção, não vou desbundar sobre o Estado Angolano e as suas políticas. A função está bem entregue à oposição ao regime, e as entrelinhas das minuências que conto ir contando, contarão certamente quanto baste...
Formalidades cumpridas, quem nos espera desembaraça-nos rapidamente das "oportunidades de negócio" à porta do aeroporto (táxi? mala? quer comprar... dê qualquer coisa...) e caímos no engarrafamento. "Não está mau hoje, vamos por aqui que parece desimpedido" quaisquer 40 minutos para chegar ao cento da cidade. Cuidado ao sair do carro, para não sair em cima do esgoto, saltar a vala de lama, atingir o vestígio de passeio com 30cm de largura sem pousar as malas, pátio rodeado de vedação alta, porta chapeada, segurança.
Primeiras recomendações: conduzir? não batas em NADA, portas trancadas e vidros fechados; umas notas à mão para as arbitrariedades da polícia "estás sempre tramado; se não houver mais nada, é porque tens o carro sujo... negoceia-se um pouco, pagas e ficas despachado rapidamente". Ah, sim, pois, a água só de garrafa, nada de legumes crus, Tabard com fartura por causa dos mosquitos. À primeira vista, o maior perigo vem mesmo das pessoas... Nada de novo, 8º e 55' abaixo do Equador. Mesma hora que em Lisboa.
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